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Família Franzener

Anna Maria Franzener

Principal
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Petrus Franzener
Petrus Franzener
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José Franzener Jr.
João Franzener
José Franzener

LUDWIG WILHELM MOMM

(20.10.1834 - 29.07.1914)

Anna Maria Franzener

(21.03.1848 – 05.12.1934)

 

Ludwig Wilhelm nasceu em 20.10.1834 em Orsoy na Prússia, conforme registro civil daquela cidade.

Filho de Carl Friedrich Momm, pintor de igrejas, nascido em Muelheim An Der Ruhr, proximidades de Duisburg, (Alemanha) em 04.12.1811 e de Anna Luechtenberg. Carl Friedrich é filho de Gehard Momm () (casado com Gerhardine Susanne Catharina Siebel, em 04.12.1799).

No registro de nascimento encontrado pela Internet, consta Ludwig Wilhelm Momm e a mãe como Jeanne Luechtenberg. Entretanto pelo registro de seu irmão Heinrich Friederich Momm nascido em 06.12.1836, confirma-se que a mãe era Anna.

Por volta de 1860/61 veio para o Brasil, solteiro, com seus dois irmãos, Friedrich (19.05.1848 - 05.09.1926) e Maria, que mais tarde casou-se com Henrique Schlickmann, tendo a família se transferido posteriormente para a região de São Ludgero.

Estabeleceram-se em Rio Novo, na localidade de Teresópolis, hoje Queçaba, em Águas Mornas. Em 7 de janeiro de 1868, receberam de Theodoro Todeschini títulos provisórios de terras, na margem esquerda do Rio Novo. Guilherme o lote 22, Frederico o 21 e Henrique Schlickmann o lote 14[1].

Enquanto Friedrich se transferiu posteriormente para o Desterro (Florianópolis), Wilhelm se mudou para o Morro Garcia, na Fazenda Sacramento de Baixo, em Águas Mornas, então pertencente a Santo Amaro da Imperatriz.

Wilhelm era protestante mas converteu-se ao catolicismo ao casar-se com Anna Maria Franzener (21.03.1848 - 05.12.1934) de Rachadel, Antônio Carlos[2], filha de Nikolaus Franzener que viera da Alemanha em 1823 para o Rio de Janeiro[3] e de Anna Margaretha Conradi, nascida  em  1828, filha de Johann Peter Conradi e  Maria Margaretha Thomas.

O casal Wilhelm e Anna viveu durante a maior parte de suas vidas, em Morro Garcia, situado na Fazenda  Sacramento de Baixo, em Águas Mornas, então pertencente a Santo Amaro da Imperatriz[4].

Wilhelm construiu uma grande casa de material com vidraças, por ele pintada de branco. Media 9 x 12 metros. Na fachada o dono pintou uma parreira de uvas povoada  de passarinhos.

O casarão foi demolido em 1968. A madeira foi aproveitada para uma casa menor, ao lado. Ainda se encontram no local os velhos engenhos de farinha e de açúcar, bem como o alambique, construídos em 1875 e localizados atrás do casarão[5].

Em 1896 foi constituída a comissão para coordenar a construção da igreja de Águas Mornas (então denominada Caldas do Norte), após a campanha de doações na qual foram arrecadados 7.388,980 réis, a qual ficou assim constituída: Antônio Lehmkuhl, Pedro Mannrich, Clemente Lehmkuhl, José Jacinto de Souza, Pedro Longen, Guilherme Momm e Germano Bilk.

Prontas as instalações da igreja em 05 de novembro de 1897, para sua pintura foi encarregado o Sr. Guilherme Momm. E aos 06 de janeiro de 1898 a igreja foi inaugurada ocasião em que “foi benta a imagem do Sagrado Coração de Jesus, que nela existe, e foi celebrada missa solene cantada pelos cantores de Teresópolis”, diz o livro de Tombo da Paróquia de Santo Amaro, escrito a próprio punho pelo padre Archangelo Ganarini.

Em junho de 1908 a igreja recebeu duas novas imagens: uma do Sagrado Coração de Maria e outra de São José. Uma foi doada pela Senhora Anna Maria Franzener Momm e a outra pela Irmandade do Sagrado Coração.

Na entressafra Wilhelm era pintor, especialmente de igrejas, tendo pintado juntamente com seu filho Ferdinand a de Löffelscheidt. Anos mais tarde Ferdinand faria novamente o mesmo serviço desta vez sozinho[6].

Em 1919, foi provisionado fabriqueiro da capela de Águas Mornas[7].

Vinha seguidamente para Florianópolis onde se hospedava na casa de seu irmão Friedrich e pintava casas, ficando às vezes por semanas.

Faleceu aos oitenta anos conforme registro no cartório de Santo Amaro da Imperatriz em 29.07.1914. Foi sepultado no cemitério de Águas Mornas na primeira fila ao lado da Igreja.

Anna Maria Franzener (21.03.1848 - Rachadel - 05.12.1934 - Águas Mornas) era filha de Nikolaus Franzener e de Maria Anna Conradi (alemães). Nicolaus era filho Laurentius Franzener e de Maria Catharina Schmitt, casados em 16.07.1793, em Forst Alenkirchen, Prússia. Maria Anna era filha de Johann Peter Conradi e de Maria Margaretha Thomas, falecida em 04.05.1866 e que chegaram ao Brasil em 29.03.1829 no navio “Marquês de Viana”, já com a filha Maria Anna.

Nikolaus veio da Alemanha para o Rio de Janeiro em 1823 para incorporar-se à Guarda do Palácio de Dom Pedro I. Em 1828, em vista dos serviços prestados ao governo, recebeu 40 alqueires de terras em São Pedro de Alcântara onde foi residir e casou-se com Anna[8].

Wilhelm e Anna tiveram 14 filhos, todos nascidos no Morro do Garcia, Fazenda Sacramento de Baixo.

Clemens Friedrich Momm (21.03.1868 - 26.07.1932), casou-se em 01.10.1892 com Catharina Kuhnen (15.06.1871 - 14.01.1944) filha de Peter Kuhnen e Theresia Westrup. Tiverema 12 filhos.

Welhelm Momm Junior (22.05.1869 - 13.10.1934), casou-se com Maria Meurer. Filha de João Pedro Meurer e de Maria Ana Sehnem. Tiveram 4 filhos.

Johann Momm (25.01.1871 - 22.02.1912), casou-se com Maria Meyer (25.09.1879 - 09.03.1933) filha de Jacob Meyer e Catharina Berniz. Tiveram 6 filhos.

Nikolau Momm (20.11.1873 - 20.05.1941), casou-se com Margaria Gorges (24.01.1875 - 01.04.1942) filha de João Gorges e de Catharina Winter. Tiveram 10 filhos.

Maria  Momm (16.06.1874 - 14.10.1943)  casou-se com Henrique Kuhnen.

Helena  Momm (21.05.1876 - 14.06.1939) casou-se  com José João Pedro Meurer

José Momm (16.05.1878 - 03.07.1967), casou-se em 25.07.1903, com Helena Schmitz, filha de Pedro Schmitz e Elisa Fritzen. Tiveram 9 filhos.

Fernandes (Ferdinand) Momm (03.04.1880 - 01.02.1929), casou-se m 16.01.1904, com Margaria Elli, filha de Henrique Elli e Maria Mayer. Tiveram 11 filhos.

Gertrudes Momm (28.06.1882 - ) casou-se com  Mathias Pedro Sens.

Pedro Momm (04.03.1884 - 22.08.1957), casou-se com Maria Elli (26.11.1888 - 18.02.1918) com quem fundou em 1915, Faxinal da Vila em Salto Grande hoje Ituporanga[9]. Tiveram 4 filhos. Ficando viuvo em 1918, voltou a casa de seus sogros e casou-se com a cunhada Cristina Elli (10.10.1893 - 29.10.1950) com quem teve 5 filhos.

Antonio Momm (28.01.1886 - 02.07.1972), casou-se com Maria Cardoso de Souza (18.08.1893 - 15.12.1948) "tia Bicota", filha de Manoel Cardoso de Souza e Joaquina Neves. Tiveram 9 filhos.

Cecília Anna Momm (02.02.1888 - 14.03.1961) casou-se com Pedro Loffi.

Germano Momm ( - ) faleceu ainda criança.

Henriqueta Madalena Momm (02.06.1890 - ) casou-se com Amantino Coelho da Costa em 24.11.1915 em Santo Amaro, filho de Bernardino Coelho da Costa e Bernardina Cabral.

Wilhelm faleceu em 29.07.1914, em Águas Mornas e seu registro de óbito está no cartório de Santo Amaro da Imperatriz. Sua esposa Anna faleceu em 06.12.1934, também em Águas Mornas, onde estão sepultados ao lado  da  igreja matriz, na primeira fila.

Friedrich era irmão só por parte de pai. Sua mãe era Helena Tenzer, segunda esposa de Friedrich. Nasceu em Essen na Alemanha. De Rio Novo, por volta de 1869, veio para o Desterro onde casou-se com Henriette Rothbarth (15.10.1853 - 12.06.1932), de Blumenau, no dia 21 de setembro de 1870, na igreja protestante localizada na Rua Nereu Ramos..

 



[1] Jochem, Toni Vidal - Pouso dos Imigrantes, Florianópolis, Papa-Livro, 1992, p. 154.

[2] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 71.

[3] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 72.

[4] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 71.

[5] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 71.

[6] Jochem, Toni Vidal - Pouso dos Imigrantes, Florianópolis, Papa-Livro, 1992, p. 106.

[7] Jochem, Toni Vidal - Pouso dos Imigrantes, Florianópolis, Papa-Livro, 1992, p. 219.

 

[8] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 72.

[9] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 73.

Escreva para:

Nilo Momm